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(Reblogged from desnevar-deactivated20130511)
Eu afasto as pessoas, mas não por querer e sim por precisar. É uma defesa que criei para mim mesma, às vezes é bom me defender das armadilhas da vida, mas ainda assim continuo com um pouco de ingenuidade, ainda acredito que exista amor no coração das pessoas e sempre caiu na mesma cilada, sempre acredito nas mesmas palavras baratas, sempre acredito em sorrisos que na maioria das vezes são falsos, e por mais sincero que seja um olhar, hoje em dia as pessoas já aprenderam a mentir olhando nos olhos. Mas como fazer para parar de ser tão sensível a tudo e a todos? Como conseguir fixar em um sorriso bonito e imaginar que pode ser falso? Como viver sob toda essa pressão que a sociedade impõe sobre nós? Como viver sem a carência excessiva, a qual te leva a acreditar no primeiro “eu te amo” que aparece, no primeiro que lhe dá um pouco de carinho, o inútil do coração já está se desmanchando todo. Não quero que se afastem de mim, mas algo em mim afasta as pessoas, não descobri ainda o que é, nem como é, mas sei que o erro está em mim. Eu sempre erro, sempre falo sem pensar, e ninguém é capaz de suportar meus dramas por muito tempo. Crio expectativas demais, acredito demais que será diferente, mas nunca é, sempre alguém que chega, vai embora. É um ciclo, e não encontrei a formula para faze-lo parar de girar. Isso está me enlouquecendo, e enquanto eu não encontrar uma maneira de desfazer esse ciclo, vou continuar afastando pessoas, vou continuar vendo aqueles que me apego indo embora sem ao menos olhar para trás, e por último, irei continuar sentindo esse aperto enorme no peito, o aperto da perda.
Raíssa Pádua, reciproco-pensamento (via perfeita-utopia)